FINALMENTE SAIU O DVD

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Veja algumas fotos do DVD
1.1974
2.Tributo ao Sorriso
3.Guitarras
4.P.S. Apareça
5.Pássaro
6.Casa Encantada
7.O Vôo do Fênix
8.Ponto Final
9."K"
10.Sentinela do Abismo
11.Criaturas da Noite
12.Suíte
13.Cabala
 
Faixa Bônus
14.Antes do Sol Chegar
Produção e Direção Geral
PH Castanheira

Direção Musical
O Terço

Formato de Tela
16:9 (widescreen)

Áudio
Dolby Digital 2.0 e 5.1


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A volta do Terço com a formação mais festejada da década de 70 (Flávio Venturini, Sérgio Hinds e Sérgio Magrão), traz para o cenário musical a magia dos anos 70 sob olhar dos anos 2000. A experiência aliada à emoção de músicos brilhantes que, assim como o vinho, se tornaram melhores com o tempo, traz a oportunidade de mostrar que quando a química funciona grandes trabalhos são realizados.

Luiz Moreno infelizmente faleceu em 2003. O baterista convidado é Sérgio Melo.

Considerada na década de 70 como a melhor banda de rock do Brasil, também era respeitada no cenário da MPB. Ganhou festivais como o de Juiz de Fora e Belo Horizonte. Classificou-se por duas vezes no Festival Internacional da Canção. Durante 15 anos fez de 150 a 200 shows por ano em grandes ginásios lotados pelo país afora. Também conseguiu o recorde de público (11.000 pessoas) no Luna Park em Buenos Aires, além de fazer shows no Miden em Cannes (França) e em outros lugares da Europa. Foram convidados especiais do festival de rock progressivo na UCLA em Los Angeles.

Hoje Flávio Venturini se dedica a sua carreira solo, Magrão ao 14 Bis e Sérgio Hinds, além de continuar lançando CDs de progressivo e fusion na Europa e no Japão com o Terço sob outra formação, produz discos e trilhas sonoras.

Na história do grupo O Terço, que originou-se em 1968, estão três bandas da década de 60 - Joint Stock Co., Hot Dog e Os Libertos, por onde iniciaram o guitarrista Sérgio Hinds, o baixista César das Mercês e o baterista Vinícius Cantuária.

O grupo Os Libertos, então formado pelos três músicos citados acima, era uma atração que agitava as domingueiras do Rio de Janeiro. A banda ainda se chamaria Santíssima Trindade. Em 1970, César das Mercês foi substituído por Jorge Amiden. O grupo passou então a se chamar O Terço. O conjunto é originário do Rio de Janeiro, mas depois radicou-se da esquerda para a direita: Flávio Venturini (teclados),
Sérgio Hinds (guitarra), Luiz Moreno (bateria) e Sérgio Magrão (baixo) em São Paulo.

Os vocais sempre foram privilegiados nas canções do grupo como por exemplo na música "Tributo ao Sorriso" que fez muito sucesso, inclusive entre o público não apreciador de rock.

Sobre o significado da palavra terço, é um "fracionário que corresponde a três" ou a "terça parte de alguma coisa", inclusive a do Rosário, conjunto de contas utilizado na liturgia Católica para computar um determinado número de orações (quinze Pais-Nossos e quinze Ave-Marias). O nome O Terço caiu como uma luva pelo menos para essa primeira formação da banda, que era a de trio (guitarra-baixo-bateria). Sérgio Hinds, perguntado de onde foi tirado o nome do grupo disse: O Terço, como trio, é o símbolo do rosário representando união.

Antes do primeiro LP lançaram um compacto com a música Velhas Histórias, com a qual ganharam o festival de Juiz de Fora. Aquela era a época do Rock Rural e do Rock Progressivo, e O Terço seguiu estas sonoridades.

O Terço (1970)
.:: O Terço ::.
Primeiro disco (1970)


O primeiro LP, lançado em 1969, entitulado simplesmente O Terço, tratando-se pois de um disco homônimo, apresentou um rock tipo anos 50, 60, com leves tintas progressivas, que continha também músicas em inglês. Neste primeiro trabalho, o grupo ainda revoltou alguns católicos fanáticos, ao posarem de jeans, camisetas e descalços dentro de uma igreja para a foto da capa.
As faixas do disco são: Nã / Plaxe voador / Yes, I do / Longe sem direção / Flauta / I need you / Antes de você... eu / Imagem / Meia-noite / Saturday dream / Velhas histórias / Oh! Suzana.

Em outubro de 1970, O Terço participou do V FIC (Festival Internacional da Canção), com a música "Tributo ao Sorriso", que foi classificada em terceiro lugar. Neste mesmo ano, o grupo trabalhou com o empresário Marinaldo Guimarães, um personagem típico da época, preocupado sempre em fazer o público pensar. O espetáculo "Aberto para Obras" pode ter representado o auge de suas proposições estéticas. Montado no Teatro de Arena do Largo da Carioca, o público entrava por estreitos corredores e se via separado dos palcos por cercas de arame farpado. Descobrindo finalmente como chegar a seus lugares, tinham que escolher entre olhar para baixo, onde estava o Módulo 1000, ou para cima, onde se encontrava O Terço. Abaixo havia também uma mulher preparando pipoca em um fogão e mais adiante, sentado em um vaso sanitário, o irmão de Jorge Amiden (d'O Terço) empunhando estático um violão por três horas seguidas, apenas para arrebentá-lo no final de tudo.

Entre o primeiro e o segundo discos o grupo lançou o compacto duplo O Visitante (Adormeceu/Doze Avisos/Meio Ouvinte/Teatro da área Extraída da Suíte.

A banda participou do Festival Internacional da Canção de 1971 com a música O Visitante, contando com Hinds (guitarra), Vinícius Cantuária (bateria), Amiden (guitarra) e Mercês (baixo) e ostentando estranhos instrumentos no palco, como uma guitarra de três braços - a tritarra - e um violoncelo elétrico.

O Terço
.:: O Terço ::.
Segundo disco (1972)


O segundo trabalho, também homônimo e lançado em 1972, traz uma sonoridade mais progressiva conta com a participação de Luiz Paulo Simas (ex-Módulo 1000 e futuro Vímana) tocando synth e órgão na suíte de 19 minutos Amanhecer Total, uma das primeiras canções nacionais a usar o mini moog. Outro destaque deste LP é a música Deus, composição de Hinds. A formação era Sérgio Hinds: guitarra, viola, vocal; Sérgio Magrão: baixo, vocal; Luiz Moreno: percussão, vocal; Flávio Venturini: piano, órgão, sintetizador, viola, vocais.

Além de Deus (1ª faixa) e Rock do Elvis (5ª faixa), as outras faixas são: Você aí / Estrada vazia / Lagoa das lontras / Amanhecer total, a 6ª e última faixa, possui os seguintes movimentos:
a) Despertar pro sonho
b) Sons flutuantes
c) Respiração vegetal
d) Primeiras luzes no final da estrada
e) Cores

Jorge Amiden, o primeiro músico de que se tem notícia no mundo que apareceu tocando a tritarra, deixa O Terço para participar do grupo Karma.

da esquerda para a direita: Sérgio Magrão, Sérgio Hinds, Luiz Moreno e Flávio Venturini


Criaturas da Noite
.:: O Criaturas da Noite ::.
Terceiro disco (1975)


Em 1975, foi lançado o LP que consagrou definitivamente a banda, formada então por Hinds (guitarra, viola, vocal), Luiz Moreno (bateria, percussão) e do carioca Sérgio Magrão (baixo, vocal, outro ex-integrante do Joint Stock Co.) e do mineiro Flávio Venturini (piano, teclados, viola, vocal, que já havia participado das bandas Os Turbulentos, Haysteacks, Crisalis e do movimento mineiro -de MPB- Clube da Esquina): Criaturas da Noite, cuja faixa-título, síntese perfeita de MPB com Progressivo Sinfônico, virou hit nacional, vendendo centenas de milhares de cópias e presenteando o público brasileiro com uma das obras-primas do progressivo brasileiro, a clássica faixa 1974, que se tornou o hino do rock progressivo nacional. 1974 é composição de  Flávio Venturini, 12'21" de puro instrumental, ricamente arranjados e com diversos momentos melodicamente encantadores. Assim que entrou, Flávio logo havia mostrado suas composições e 4 foram imediatamente aprovadas para o disco Criaturas da Noite. Destas, 2 se transformaram em obras-primas do Progressivo, amadas e idolatradas até hoje: Criaturas da Noite e a inigualável 1974, magistral suíte instrumental. Outra música do mesmo álbum, Hey Amigo, também projetou definitivamente o nome do grupo. O Terço, ao lado dos Mutantes, era o grande nome do rock brasileiro, conseguindo soar como um conjunto de calibre internacional. Por onde passava arrastava multidões, lotando ginásios. O disco ainda teve uma versão em inglês que foi lançada em 1975 somente na Europa. 1974 foi coreografada em 1977 pelo argentino Oscar Araiz, para o Royal Balet do Canadá, e apresentada em turnê pelo Canadá e Estados Unidos. Outro destaque de Criaturas da Noite é a sua belíssima capa. O título da obra é A Compreensão, de autoria de Antonio e André Peticov.

O Terço participou do festival Banana Progressiva, que aconteceu em São Paulo, em 1975, no Teatro da Fundação Getúlio Vargas.

Flávio Venturini levou para o conjunto elementos do movimento mineiro Clube da Esquina. Além das sonoridades do rock progressivo e da MPB, o grupo ainda tinha elementos de hard rock e de hard progressivo.

O sucesso foi tanto que O Terço atingiu o status de cult entre os jovens da época, além de ter representado, para a juventude dos anos 70, o que a banda de heavy metal Sepultura simbolizou para os anos 90.

Da esquerda para a direita: Flávio Venturini, Sérgio Hinds (guitarra), Luiz Moreno e Sérgio Magrão (baixo)


Eles se tornaram os heróis do rock, convocando seus seguidores através do hino Hey Amigo, o maior hit de sua carreira. O refrão Hey amigo/cante a canção comigo/nesse rock/estamos perto de ser/a unidade final era gritado a plenos pulmões pelo público que assistia à banda no Teatro Bandeirantes, reduto da tribo roqueira em São Paulo. Os integrantes d'O Terço caprichavam ainda nos vocais em coro, considerados os mais harmoniosos da época.

Casa Encantada
.:: Casa Encantada ::.
Quarto disco (1976)


O Terço seguiu estrada, e lançou, após o estrondoso sucesso de Criaturas da Noite, em 1976 (com a participação, na flauta e vocal, de Mercês), o disco Casa Encantada, que também conseguiu boas vendagens, sendo um trabalho que sempre caracterizou o som da banda: rock com elementos de MPB. Músicas como Guitarras, Flor de la Noche, Casa Encantada e Solaris mostraram a capacidade criativa dos músicos na época, tanto em melodia quanto em trabalhos mais elaborados. Destaque também para Cabala e O Vôo da Fênix. Junto com 1974, Casa Encantada é um clássico do rock progressivo.

Casa Encantada foi concebido num sítio onde a banda ensaiava na década de 70 e foi todo composto neste local, que chamavam de Casa Encantada. O sítio ficava no km 48 da BR-116.

Casa Encantada e Criaturas da Noite contaram, nas faixas em que há a participação de orquestra, com arranjos do maestro Rogério Duprat, com quem Venturini já havia estudado composição e arranjos. Casa Encantada e Criaturas da Noite foram relançados em CD pela gravadora italiana Vinyl Magic.

O Terço no estúdio

Ainda em 1976, O Terço participou do filme Ritmo Alucinante, dirigido por Marcelo França. O Terço também participou de importantes eventos como o Hollywood Rock e o Temporada de Verão, no teatro João Caetano, com os grupos Mutantes e Veludo, no Rio de Janeiro, além de ter aparecido no antigo programa musical Sábado Som, da TV Globo, apresentado por Nelson Motta, que foi quem organizou estes mesmos eventos.

O grupo ainda participou de um disco de Walter Franco, o qual também contou com as presenças de Sérgio Dias e Arnaldo Baptista (ambos dos Mutantes), entre outros. Importante também a participação de Hinds, Mercês, Venturini e Magrão no disco Nunca (1974), da dupla Sá & Guarabyra.

Os grandes ícones da banda, nessa época, eram o tecladista, violonista e vocalista Flávio Venturini e o guitarrista, violonista e vocalista Sérgio Hinds. Sérgio Hinds, junto com Sérgio Dias, dos Mutantes, e Mozart de Mello, do Terreno Baldio, foi um dos maiores guitarristas do rock progressivo nacional nos anos 70. Em 1998, ele disse que nunca tomou sopa de cogumelo, apesar da sua aparência de doidão, e que seu apelido no grupo era Capitão Saúde. Hinds é o único integrante que continua na banda desde a primeira formação.

da esquerda para a direita: Flávio Venturini (teclados), Sérgio Hinds (guitarra), Luiz Moreno (bateria) e Sérgio Magrão (baixo)


Após terem realizado os dois grandes clássicos mencionados acima, Criaturas da Noite e Casa Encantada, ocorre a saída de Flávio Venturini.

Mudança de Tempo
.:: O Mudança de Tempo ::.
Quinto disco (1978)


Em 1978, O Terço lança o disco Mudança de Tempo, apresentando muita MPB e um bom trabalho de guitarra de Sérgio Hinds. Neste play aparece pela primeira vez o famoso e premiado logotipo de autoria do artista plástico Guernot.



Em Mudança de Tempo há a presença do baixista e tecladista Sérgio Caffa, que já havia passado pelos grupos Scaladácida, Cia. Paulista de Rock e Luís Carlos Sá & Banda. Existem duas versões para a capa deste trabalho: uma contém apenas o comentado novo logotipo sobre um fundo azul; a outra, é uma foto do grupo olhando por uma janela (imagem acima).

Depois de Mudança de Tempo, o baixista Sérgio Magrão deixa o grupo, para fundar, junto com Flávio Venturini, o 14 Bis.

O Terço


Som mais puro, de 1982, é outro álbum que investe bastante na MPB, contando com Hinds, Ruriá Duprat (teclados), Zé Portugal (baixo) e Franklin Paolillo (ex-Made in Brazil, Joelho de Porco, Tutti Frutti e o Envergadura Moral de Marcelo Nova (bateria). Som mais puro também apresenta uma composição de Flávio Venturini, a longa faixa Suíte que é, como 1974, outra extraordinária obra instrumental.

Som Mais Puro
.:: Som Mais Puro ::.
Sexto disco (1982)


A formação de 1982 d'O Terço, com Hinds, Ruriá Duprat, Zé Portugal e Franklin Paolillo Em 1990 o grupo lança o trabalho seguinte, o homônimo O Terço.

Em 1993 o Terço sob nova formação Hinds, Franklin Paolillo (bateria), Luiz de Boni (ex-May East, Tom Zé, Zero e Paulo Ricardo (aquele do RPM) (teclados) e Andrei Ivanovic (ex-Metrô, Vultos, Edgard Scandurra (aquele do Ira!) (baixo), lançou o comentado CD Time Travellers, CD de progressivo sinfônico, que também lançado na Europa e no Japão.

Time Travellers
.:: Time Travellers ::.
Oitavo disco (1992)


Time Travellers possui nove faixas, das quais três são instrumentais - Space, Crucis e Marear. As outras seis, para atender o público estrangeiro, são em inglês. A faixa Crucis é uma homenagem ao homônimo grupo argentino, um dos melhores progressivos daquele país. Nos anos 70, Crucis e O Terço tocaram juntos na Argentina, no Luna Park, em Buenos Aires, e no Brasil, no Parque Anhembi, em São Paulo. A faixa de destaque ficou por conta de The Rhythm of the Universe, cheia dos vocais que são a grande distinção d'O Terço.

Ainda em 1993, a banda abriu os shows do Marillion no Brasil e posteriormente do Asia, com músicas deste CD.

A formação que gravou Time Travellers


DISCOGRAFIA
  • 1970 - O TERÇO
  • 1973 - O TERÇO
  • 1975 - CRIATURAS DA NOITE
  • 1975 - CREATURES OF THE NIGHT (versão)
  • 1976 - CASA ENCANTADA
  • 1978 - MUDANÇA DE TEMPO
  • 1982 - SOM MAIS PURO
  • 1990 - O TERÇO
  • 1992 - O TERÇO (Memória da Música Brasileira)
  • 1993 - TIME TRAVELLERS
  • 1994 - LIVE AT PALACE
  • 1996 - COMPOSITORES
  • 1998 - SPIRAL WORDS
  • 1999 - TRIBUTO A RAUL SEIXAS
A EMI lançou em CD, em 1999, uma edição dois em um, reunindo os discos Criaturas da Noite e Casa Encantada.
Em 1994 saiu o disco ao vivo Live At Palace, gravado com a Orquestra Sinfônica Juvenil do Estado de São Paulo, com arranjos do Maestro Rogério Duprat. A formação é a mesma de Time Travellers.

Em 1996 O Terço lançou um CD entitulado Compositores. A formação era basicamente a mesma do álbum anterior e o disco foi composto por clássicos da MPB (além de músicas inéditas de outros compositores), como "Sangue Latino" dos Secos e Molhados. Também há músicas de Ivan Lins e Flávio Venturini.

Em 1998 foi a vez do álbum Spiral Words ser editado. Nele temos Hinds (guitarra, vocal), Edú Araújo (guitarra), Max Robert (baixo), Daniel Baeder (bateria) e Beto Correa (teclados). Outra bela capa, de autoria do também fotógrafo Marcelo Rossi (não é o famoso padre). Segundo Hinds, as letras de Spiral Words são variadas, por isso o nome "Palavras em espiral". Ainda de acordo com Hinds, quando do lançamento do disco, o grupo estava se aproximando do fusion.

Em dezembro de 1998, no Rio de Janeiro, o grupo realizou um show em comemoração aos 30 anos de existência da banda.

Em 1999, André Gonzales assume o posto de Daniel Baeder na bateria e a banda lança Tributo a Raul Seixas, uma homenagem aos dez anos de morte do roqueiro baiano. Depois disso, Edu Araújo deixou a banda e em seu lugar foi recrutado Igor de Bruyn, que também integra o quarteto de cordas Kroma (além da banda Red).


Tal como o King Crimson, os Pretenders e o Van der Graaf Generator, O Terço é um grupo que sempre varia em torno de um membro fixo e uma idéia central, aqui no caso o guitarrista e vocalista carioca Sérgio Hinds.